Editais fundo ECOS

Edital 45º (2º/2025) para organizações da sociedade civil e organizações de base comunitária que promovam práticas socioeconômicas sustentáveis nos biomas Cerrado e Caatinga

Inscrições encerradas

O Fundo Ecos, mecanismo financeiro do ISPN, lança o edital no âmbito da Oitava Fase Operacional do Small Grants Programme (SGP) no Brasil, com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)

O objetivo é apoiar iniciativas de organizações da sociedade civil (OSCs) e organizações de base comunitária (OBCs) nos biomas Cerrado e Caatinga que promovam práticas socioeconômicas sustentáveis, contribuindo para o bem-estar das comunidades e gerando benefícios ambientais globais.

As inscrições devem ser realizadas até 18h do dia 10 de novembro de 2025

Informamos que o resultado do edital será divulgado até dia 25 de março de 2026.

EditalValor alocadoFonteAno
45ºUS$ 940 mil / R$ 5 milhõesGEF (SGP)2025

Clique no botão abaixo para acessar o edital na íntegra. Os anexos estão listados em seguida. 

Lista de Pequenos Projetos selecionados 45º edital Fundo Ecos

Nome do Projeto

Organização Proponente

Estado

Bioma

Sistema agroflorestal: ACOMAF-

TABOCA

Associação Comunitária dos

Moradores e Agricultores

Familiares do Povoado Taboca

Alagoas

Caatinga

Quintais Produtivos Agroecológicos

Associação dos Moradores de

Maracajá

Ceará

Caatinga

Raízes do Sertão: Quintais

Produtivos e Sistemas

Agroflorestais para a

Sustentabilidade no Vale do

Canindé

Associação dos Pequenos

Produtores Rurais da Localidade

Estreito

Piauí

Caatinga

Nutrindo a terra, alimentando o

povo: práticas e saberes Xukuru-

Kariri no fortalecimento da

Caatinga

Associação Indígena do Grupo

Wpyra-Swpirá

Alagoas

Caatinga

Regeneração Etnoecológica do

Quilombo de Serra Negra e

requalificação de seu sítio

arqueológico no entorno do Parque

Nacional da Chapada Diamantina

Grupo Ambientalista de Palmeiras

Bahia

Caatinga

Elas em Rede: Fortalecimento de

Grupos de Mulheres e Agroecologia

nos Territórios de Babaçuais

Associação Comunitária de

Educação em Saúde e Agricultura

Maranhão

Cerrado

Semeando resiliência:

Fortalecimento e defesa dos modos

de produção para a permanência

das famílias e jovens de forma

digna em seus locais de origem

Associação Comunitária dos

Pequenos Agricultores de Baixa

Grande e Arredores

Bahia

Cerrado

Tecendo Histórias: Identidade,

Saberes e Resistência das

Fiandeiras e Tintureiras de Talismã

Associação Anjos da Selva

Tocantins

Cerrado

Zum, Zum, Zum Ecológico.

“Jovens

Apicultores do Cerrado. Cultivando

o Futuro com abelhas”

.

Associação comunitária e

Educacional Ribinha Rego

Maranhão

Cerrado

Projeto Sol que Transforma:

Mulheres do Cerrado Produção

Sustentável, Energia Limpa e

Bioeconomia o Caminho para

Assegurar o Futuro

Associação dos Agricultores da

Nova Descoberta

Maranhão

Cerrado

Delícias do Babassu:

Fortalecimento da Agroindústria

Comunitária das Mulheres Rurais

Quilombolas de Pedrinhas

Clube de Mães Trabalhadoras

Rurais Quilombolas Lar de Maria

Maranhão

Cerrado

Mulheres da Peneira – Casa da

Farinha e da Memória Quilombola

de Dona Nair

Comunidade Quilombola Nossa

Senhora Aparecida

Goiás

Cerrado

Ró Tsoreptuna: Mapear o território,

Conservar o Cerrado e Consultar os

A’uwé Xavante

Flor de Ibez –

Instituto de Vida Integral

Mato Grosso

Cerrado

Produção Sustentável de Biogás e

Biofertilizantes a partir de Resíduos

de Mandioca em Biodigestor de

Baixo Custo como Alternativa

Energética e Ambiental para

Agricultores Familiares

Fundação de Apoio Científico e

Tecnológico do Tocantins

Tocantins

Cerrado

Areias Pedagógicas do Cerrado

União das Associações das Escolas

Famílias Agrícolas do Maranhão

Maranhão

Cerrado

Lista de Projetos de Consolidação selecionados 45º edital Fundo Ecos

Nome do Projeto

Organização Proponente

Estado

Terra Viva, Mesa Farta: Cultivo

Sustentável com Segurança

Alimentar

Associação dos Pequenos Produtores

Rurais da Comunidade Vereda

Piauí

Caatinga que Produz: Juventude,

saberes e sociobiodiversidade

fortalecendo a associação JOCA e o

território

Associação Slow Food do Brasil

Rio Grande do

Norte

Pajeú Agroecológico

Diaconia

Pernambuco

Todos pelo Rio Mosquito – Fase II:

Tecendo Redes pelo Bem Viver

Sindicato dos Trabalhadores Rurais

de Porteirinha

Minas Gerais

Rota Caminhos da Agroecologia II –

Garantindo os direitos de Povos e

Comunidades Tradicionais

Associação do Centro Alternativa

de Tecnologia

Mato Grosso

Fortalecimento Organizacional de

Mulheres Indígenas no Cerrado:

produção sustentável e gestão

territorial para segurança alimentar

Associação dos Povos Indígenas da Comunidade

Laranjeiras

Tradicionais e

Piauí

Fortalecendo e ampliando Iniciativas

Produtivas Sustentáveis

desenvolvidas por comunidades

rurais em Áreas de Proteção

Ambiental no Cerrado Tocantinense.

Associação Onça D’água de apoio à

Gestão e ao Manejo das Unidades

de Conservação do Tocantins

Tocantins

Cozinha Quilombola Kalunga:

Saberes, Sabores e Autonomia das

Mulheres para a Conservação do

Cerrado

Associação Quilombola Kalunga

Goiás

Nossas Plantas, Nossa Saúde

Cáritas Diocesana de Goiás (CDG)

Goiás

IÊ Baru: Inteligência Econômica e

Ecológica da Cadeia do Baru no

Cerrado

Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge

Goiás, Minas

Gerais e Mato

Grosso do Sul

Na Chapada das Veredas: mulheres

que transformam!

Centro de Agricultura Alternativa

Vicente Nica

Minas Gerais

Dúvidas e Perguntas Frequentes

1) O que é o Fundo Ecos?

A promoção de Paisagens Produtivas Ecossociais é a principal estratégia adotada pelo ISPN na busca por um desenvolvimento com equidade social e equilíbrio ambiental. Para viabilizar esta estratégia, o Instituto gere um Fundo Independente que capta e destina recursos a projetos de organizações comunitárias que atuam pela conservação ambiental por meio do uso sustentável dos recursos naturais, gerando benefícios econômicos e sociais.

A carteira de financiadores do Fundo Ecos conta com o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), o Fundo Socioambiental do BNDES, Área de Desenvolvimento Social da Suzano. Em anos anteriores, contou também com Laudes Foundation, União Europeia, Ministério do Meio Ambiente, Proteção da Natureza e Segurança Nuclear da Alemanha (BMU) e Fundo Amazônia/BNDES.

No caso do Edital Fundo Ecos 2º/2025 – Cerrado e Caatinga, os recursos são do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), em sua “Oitava Fase Operacional”, executado pelo ISPN em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Esse edital visa apoiar organizações da sociedade civil (OSCs) e organizações de base comunitárias (OBCs) dos biomas Cerrado e Caatinga na promoção do bem-estar e práticas socioeconômicas sustentáveis, por meio de atividades que geram benefícios ambientais locais e globais. 

1) Uso sustentável e conservação comunitária de ecossistemas;
2) Produção sustentável, segurança alimentar e tecnologias sociais;
3) Gestão territorial, fortalecimento organizacional e incidência política, protagonizados por
mulheres e/ou jovens;
4) Comunicação, cultura, identidade e saberes tradicionais vinculados à proteção dos
territórios e à conservação socioambiental.

A data e horário limite para apresentação de projetos em resposta ao presente Edital é 18h (horário de Brasília) do dia 10 de novembro de 2025. Não haverá prorrogação do prazo. 

Portanto, certifique-se que reuniu toda a documentação requerida e se organize para enviar seu projeto no prazo estipulado.

Para se inscrever, primeiro, leia atentamente as exigências do edital e reúna a documentação requerida. A inscrição será feita por meio do preenchimento de um formulário eletrônico. Para acessá-lo, basta acessar o link disponível no edital ou o disponibilizado abaixo.

Para acessar o formulário eletrônico clique no link: 

Inserir o link de acesso ao formulário

Para atender eventuais dúvidas relacionadas ao Edital Fundo Ecos 1º/2025 – Cerrado e Caatinga, o ISPN disponibiliza o seguinte e-mail: [email protected]

Dica: Se você tem uma boa conexão de internet, pode responder o formulário em modo online. Não precisa se preocupar com a perda de informações, pois o sistema tem salvamento automático após o preenchimento de cada resposta. Mas se a sua conexão não é muito boa, ou se preferir preencher off-line em outro local, você pode baixar o formulário na versão .doc, preencher off-line e depois entrar no formulário eletrônico para passar cada resposta para o sistema e então enviar.

Cada organização poderá encaminhar dois projetos, desde que em categorias diferentes e com público beneficiário distinto, uma vez que o Fundo Ecos prioriza a diversidade de beneficiários.

Os recursos previstos para a seleção de projetos neste edital serão de US$940.000,00 (novecentos e quarenta mil dólares), aproximadamente R$ 5.000.000,00 (cinco milhões de reais), conforme os valores e categorias listados abaixo:

  • Pequenos Projetos, com valor até R$ 150.000,00
  • Projetos de Consolidação, com valor até R$ 250.000,00

Os proponentes devem ser organização não governamental, como associação sem fins lucrativos, sindicato rural da agricultura familiar, desde que o objeto social se enquadre no objetivo da chamada pública, cooperativa da agricultura familiar ou Centros Educativos Familiares de Formação por Alternância – CEFFAs, desde que constituídos pelo prazo mínimo de dois anos.

Os projetos devem beneficiar povos indígenas, comunidades tradicionais, agricultores familiares, com enfoque em iniciativas protagonizadas por mulheres ou jovens no contexto da educação do campo.

NÃO SÃO ELEGÍVEIS: organizações governamentais, fundações universitárias, empresas privadas, pessoas físicas, igrejas, clubes, associações de funcionários públicos, ou outras organizações cujo objeto social não se enquadre no objetivo da chamada pública.

A organização deve apresentar documentação comprovando ter no mínimo dois anos de existência.

No caso de Pequenos Projetos, as organizações que não estejam legalmente constituídas poderão participar deste edital por meio de parcerias com organizações proponentes legalmente constituídas há pelo menos dois anos.

São elegíveis propostas inseridas nos biomas Cerrado e Caatinga.

  • Restauração de áreas degradas pelo plantio de sementes, mudas, condução da regeneração natural, recuperação de nascentes;
  • Manejo extrativista sustentável, manejo integrado do fogo, implementação de PGTA, PGTAQ, proteção territorial;
  • Hortas comunitárias, consórcios produtivos, quintais produtivos, sistemas agroflorestais, integração lavoura-pecuária;
  • Proporcionar troca de experiências e conhecimentos entre projetos de uma mesma paisagem, bem como entre projetos de paisagens diferentes, sobre temas que sejam de interesse mútuo, alinhados com as ações dos projetos;
  • Rodas de conversa e capacitações sobre igualdade de gênero, feminismo, liderança feminina, participação das mulheres em capacitações técnicas e produtivas;
  • Capacitações e formações sobre boas práticas agrícolas, gestão do território, tecnologias sociais, beneficiamento de produtos, comunicação;
  • Fogões com eficiência energética desenvolvidos localmente, usos inovadores de energia solar/eólica, biogás;
  • Cartilhas didáticas, livros, vídeos, reportagens, notícias, revistas, podcasts, programas de rádio.

Um projeto comunitário construído e realizado de forma participativa é feito com o envolvimento coletivo da comunidade e suas organizações. Essa coletividade se envolve com todas as etapas do projeto, desde a sua concepção, passando pela elaboração e execução até o acompanhamento.

Para isso ser possível, antes de tudo, toda a comunidade precisa estar mobilizada para uma determinada iniciativa que poderá contribuir com a melhoria da realidade local. Ou seja, o projeto resulta da percepção comum que as pessoas daquela localidade têm sobre a realidade local.

Essa percepção comum exige que um projeto comunitário não pode ser individualizado. Ele deve ser coerente com os propósitos da comunidade e com um quadro de mudanças pensado para o longo prazo. Além disso, deve dialogar com problemas e objetivos coletivos observados localmente. Esse é um passo no caminho não só para a transformação, mas para a qualificação da visão de futuro e para a sustentabilidade da vida da comunidade.

Para a utilização correta do roteiro, é necessária a leitura cuidadosa do edital. As propostas devem atender todas as questões do roteiro. É fundamental fornecer explicações quantitativas e qualitativas suficientes para o julgamento adequado do projeto.

O roteiro foi feito para considerar tudo o que é necessário para apresentação de um projeto comunitário. Ao responder as questões (todas devem ser respondidas), parte do projeto estará pronto. O roteiro de apresentação está no formulário online, mas também pode ser preenchido off-line

Além do preenchimento do formulário online, e documentos comprovantes da organização (atas, estatuto, registros e documentos dos responsáveis), devem ser preenchidos e carregados (upload) os documentos anexos do projeto.

O Orçamento é o conjunto de despesas necessárias para a realização de cada uma das atividades do Plano de Trabalho. É uma estimativa de custos feita com base na realidade (pesquisas).

Atentar para os itens financiáveis e não financiáveis pelo Fundo Ecos!

  • Aquisição de alimentos;
  • Despesas com pessoal ligado diretamente ao projeto;
  • Assistência técnica, estudos, consultorias e outros serviços especializados relacionados ao projeto;
  • Despesas relacionadas a reuniões, capacitações, intercâmbios e outros eventos necessários a execução do projeto;
  • Materiais permanentes, máquinas e equipamentos de fabricação nacional ou importados sem similar nacional;
  • Ferramentas, maquinários e insumos para produção agroecológica e extrativista;
  • Equipamentos eletrônicos e de comunicação;
  • Materiais de consumo, como combustível, material de escritório, entre outros;
  • Construções e reformas;
  • Transporte e hospedagem;
  • Comunicação e divulgação das atividades do projeto;
  • Elaboração de conteúdos técnicos e publicações;
  • Estudos com aplicação prática e em curto prazo;
  • Custos administrativos devidamente comprovados, relacionados e limitados a 15% (quinze por cento) do valor total do projeto;
  • A utilização de recursos para verbas de representação por participação em reuniões;
  • Pagamento de direitos autorais;
  • Pagamentos de salários ou qualquer tipo de remuneração a servidores e funcionários públicos;
  • A aquisição de imóveis e desapropriações;
  • Compra de armamentos;
  • Compra de veículos;
  • Compra de agrotóxicos e insumos agrícolas de natureza sintética;
  • Taxa de administração (este item é diferente de custos administrativos, que são descritos em detalhe no item 6. Orientações para composição do orçamento);
  • Pagamento de dívidas;
  • Impostos e taxas, com exceção dos diretamente relacionados ao projeto; 
  • Atividades que promovam interesses partidários ou eleitoreiros;
  • Projetos governamentais ou de partidos políticos;
  • Projetos individuais ou que não possuam natureza comunitária;
  • Bolsas de estudo e pesquisas acadêmicas não diretamente relacionadas ou necessárias à implementação do projeto;
  • Perfuração de poços artesianos.

O projeto deve apresentar informações sobre a participação da comunidade, com recursos não-financeiros que serão alocados nas atividades do projeto sem comprovação de gastos. Exemplos: Trabalho Voluntário (inclusive mutirões, atividades de secretaria em reuniões, ATER e outros); cessão de Infraestrutura e equipamentos (agrícolas, informática, veículos etc.), de acordo com o tempo de uso nas atividades do projeto; alimentos (fornecidos pelos beneficiários dos projetos e consumidos durante atividade).

Os indicadores fazem parte do sistema de monitoramento do ISPN. Cabe ressaltar que todos os projetos deverão realizar ajustes no Plano de Trabalho durante a fase de contratação, para considerar os indicadores obrigatórios do Fundo Ecos e dos financiadores.

Na elaboração, basta informar dados específicos sobre o projeto, pois os que serão contratados passarão por uma revisão do quadro de indicadores.

Por exemplo, informe o número de pessoas que serão atendidas; o número de famílias; a área em hectares que será recuperada e quantas pessoas serão capacitadas, caso essas informações estejam diretamente relacionadas ao projeto. São informações básicas e que devem refletir a execução das ações do projeto.

SOBRE O fundo ecos 

O Fundo Ecos é um mecanismo de apoio a projetos para a promoção de Paisagens Produtivas Ecossociais. Implementado há 30 anos pelo Instituto Sociedade, População e Natureza, uma organização da sociedade civil sem fins econômicos com sede em Brasília e escritório em Santa Inês (MA), o Fundo atua desde 1994 pelo desenvolvimento com equidade social e equilíbrio ambiental, por meio do fortalecimento de meios de vida sustentáveis e estratégias de adaptação e mitigação às mudanças do clima.